terça-feira, 3 de junho de 2008

Jornalista avatar



Ferramentas para a produção de avatares


Esqueçam as redações convencionais e guarde bem este nome: jornalista avatar. Alguns veículos, como por exemplo, O Estado de S. Paulo já contrataram repórteres para sua sucursal no Second Life Brasil. Os profissionais produzem o MetaNews, o jornal do SL feito inteiramente por jornalistas avatares. No SL é possível criar um avatar de repórter e fazer reportagens em um universo literalmente digital.


O Estadão foi um dos pioneiros a ingressar no metauniverso.O MetaNews é o jornal oficial do SL, e como não podia deixar de ser, funciona no modelo jornalismo cidadão: os residentes do SL podem enviar suas matérias e contribuir com a publicação. O jornal tem de tudo, desde programações culturais a anúncios no ambiente virtual e os requisitos para se conseguir o emprego são: inglês e gosto por tecnologias, mundo virtual e games.


Em diversos blogs já é possível encontrar jornalistas que se utilizam de avatares para postar. Alguns usam codinomes e elaboram imagens que nada se parecem com eles mesmos para expor suas ideologias e falarem abertamente sobre fatos que, infelizmente não são permitidos nos veículos ao qual trabalham. Os assuntos são pertinentes à política do país e do mundo, e trazem um sabor bem humorado e criativo.

É fácil encontrar sites que disponibilizam ferramentas para a construção de avatares. Além disso, é possível fabricá-los em forma de caricatura com a sua própria imagem e ainda fazer download de emoticons para o MSN, Yahoo, Gmail, entre outros. Você pode escolher a cor dos cabelos, dos olhos, da pele, tipo de roupa e tudo mais que a sua imaginação quizer.

O problema de se ter um avatar anônimo é que corre-se o risco de perder a credibilidade, já que os blogueiros não possuem boa fama, pois a maioria deles não é composta por jornalistas. Mas para inovar vale tudo, até eu já fiz o meu avatar (veja imagem acima). Quem sabe um dia eu não crio coragem para trabalhar em um universo de tanta tecnologia e produza um avatar mais elaborado. E você não quer ter um?

Multimídia impulsiona contadores de histórias



Começa a chegar ao Brasil, com influência nas reportagens de alta qualidade já praticadas no exterior, os sites especializados em contar histórias de um jeito jamais visto. Textos, áudio, vídeo e foto são algumas das ferramentas que dão suporte para tornar esse novo método de narração ainda mais atrativo.

Apesar de ainda ser muito lento no Brasil, o processo já é desenvolvido por alguns poucos profissionais que apostam tempo e talento nas boas reportagens digitais. O Jornal do Comércio, em Recife, é o único centro de excelência no país. Algumas excessões de qualidade também já são publicadas no G1, mas normalmente são materiais quase amadores, produzidos com pouco orçamento.

Pensando nesse novo mercado ainda pouco explorado, um grupo de jovens jornalistas brasileiros montou a Garapa uma produtora de jornalismo multimídia dirigida por Paulo Fehlauer, Leo Caobelli e Rodrigo Marcondes. O endereço virtual do trio conta com poucos trabalhos disponíveis, mas já pode-se notar que é mantido por grandes contadores de histórias.

O site brasileiro é inspirado no MediaStorm , de Brian Storm, ex-diretor da MSNBC. O experiente jornalista resolveu investir seus dólares na construção de uma produtora digital para a rede, que desenvolve trabalhos de qualidade, baixo orçamento e muita criatividade. Nas publicações há conteúdo de veículos da grande mídia americana, como MSNBC Washington Post e o Los Angeles Times .

Os brasileiros, que acabam de entrar nesse novo mercado, ainda fazem o trabalho com poucos recursos, mas aguardam patrocínio para desenvolver e aperfeiçoar a linguagem.

Notícias positivas ganham espaço

Aos poucos, um novo estilo de jornalismo vai se impondo na mídia imprenssa nos quatro cantos do mundo. Diferente daquele criado nos Estados Unidos com o formato de um conto ou novela - estrutura com começo, meio e fim - o estilo conta o que de bom acontece na sociedade, sem deixar de servir ou informar criticamente sobre o que acontece nela e no mundo.

Conhecido como jornalismo de notícias positivas, o novo formato já é praticado em alguns jornais americanos, onde se descobriu que "o homem mordendo o chachorro", considerado notícia tradicional, não pode ser apenas o negativo. O lado certo e justo do ser humano é mais generalizado que o contrário e começa a ser valorizado.

“Todas as notícias são boas para imprimir”, afirma a legenda do The New York Times. Assim começava também um artigo do Independent, de 2 de Março, que dizia que um editor inglês só publicaria notícias positivas. John Mappin, de 39 anos, possui três jornais em Londres e afirma categóricamente: “Estamos interessados em notícias positivas e que ajudem”.

O editor não noticia histórias de crimes ou qualquer outra que cause medo e isolamento social. Mappin dá preferência aos "contos do triunfo sobre a adversidade", como ele mesmo conta. A ideia não é nova. Outros jornalistas, como Martyn News, que trabalhou na BBC, já se queixaram do número insuficiente de boas notícias.

O jornalismo positivo destaca e enfatiza tal trabalho, explica seu valor e significado, promove-o aos quatro cantos, procura fazer com que seja conhecido também entre os analfabetos e ensina que o caminho da comida passa pela educação escolar.

Avatares dominam o Intramundo

**página do Second Life, onde o usuário pode escolher o seu avatar**


Avatares, nada mais são do que representações gráficas virtuais, em outras palavras são figuras, desenhos em 3D(três dimensões). Estes seres virtuais, foram criados a partir de um mundo virtual chamado Second Life ( Segunda Vida em português), desenvolvido pelo americano Philip Rosedale. O proprietário da empresa Linden Lab, aos 18 anos teve a idéia de criar o metaverso. "Quando aprendi que a internet permitia a comunicação entre vários computadores, pensei que poderia criar um ambiente de realidade virtual no computador", afirma. "Para simular o mundo na rede".
Com moeda própria e como instrumento de ações de marketing o Second Life atraiu grandes investidores , que abriram suas empresas e negócios no mundo virtual. O intramundo ganhou tanta credibilidade que embaixadas foram abertas e até jornais com notícias virtuais foram criados, para deixar este universo mais "real". As notícias são baseadas nos acontecimentos da segunda vida, usuários podem ser jornalistas e receber por isso. Rosedale ganhou o título de Virtual God, ou Deus virtual e acredita que a nova era da Internet serão os mundos virtuais, pois existirá muito facilidade de interação, educação e comércio eletrônico.
“Os avatares passarão a fazer parte da vida dos internautas, assim como os emails e telefones celulares” acredita Philip. Além do Second Life, os avatares já fazem parte de jogos e e-mails, exemplo disso é o email do servidor Yahoo, que ao acessá-lo já permite a visualização e adaptação do avatar de acordo o humor e estilo de roupa do usuário. No universo virtual, todos podem ser o que quiserem, podem criar avatares de acordo com o que gostariam de ser e não necessariamente o que são.
Em pesquisas realizadas pelo blogueiro Nicholas Carr, a modificação dos avatares consome tanta energia que podem ser comparadas ao consumo de países da América do Sul. No montante de usuários do Second Life “a eletricidade usada por um único avatar ao longo de um ano é de 1.752 kWh e a média de consumo dos brasileiros é de 1.884 kWh” analisa Carr. Mas também pondera dizendo que este consumo varia de região par região
O mundo virtual pode ser interessante, exibir cada vez mais a habilidade e o domínio do homem sobre a tecnologia. Os avatares podem representar e fazer tudo o que os seres humanos gostariam fazer no mundo real e não podem. Mas e os fatos será que não chegarão a um ponto em que as pessoas irão confundir , notícias reais com virtuais? E o jornalismo terá que se preparar para inventar e enfrentar furos de reportagem no mundo virtual e ainda correr atrás das reportagens reais?

Um desafio para o "Estado das coisas"


Sapo: selo para identificar os textos temático


O Inovajor resolveu convidar seus colaboradores a escolher um assunto que está em voga dentro das tendências contemporâneas a serem estudadas, solicitando que cada um busque um enfoque jornalístico, de preferência inovador. A partir daí, eles buscam pelo menos três documentos relacionados diretamente ao que escolheram e a partir daí dimensionassem isso na forma de um texto com o mínimo de cinco parágrafos. Detalhe: os documentos devem ser de fontes credibilizadas e atendendo os seguintes gêneros: artigo, entrevista e estudo ou pesquisa.

O resultado disso será publicado até o dia 5 de junho às 22hs,produção que poderá ser identificada pelo selo criado por Artur Guimarães, para este desafio: um sapo laranja, tal como a foto acima. A relação dos assuntos pode ser observada abaixo e a expectativa é que nisso não só se averigue o interesse em relação às tendências escolhidas, mas também o nível de relação estabelecida com o Jornalismo. Mais que isso, é preciso ficar atento à contribuição trazida pelos pesquisadores.


Confira e comente os textos depois de publicados, pois certamente o que for dito servirá para ajustes, novas buscas e mesmo outras atualizações. Veja a seguir a relação dos assuntos temáticos: Geração faça você mesmo, Microformato, Narrativas híbridas,Convergência, Jornalismo de games, Mobilidade, Cultura das mídias, Capital intelectual, TV online, Identidade Digital, Avatares, Jornalismo customizado, Jornalistas desenvolvedores, Código aberto, Comunidades em rede, Redação integrada, Web semântica, Copyleft, Jornalismo Open source, Folksonomia, e Plataformas virtuais. Além destes, também deixou-se em aberto algum outro, desde que devidamente justificado.