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terça-feira, 21 de junho de 2011

Os maiores empreendedores da história e seus segredos

Para Meredith, Nelson e Nech, estudiosos do conceito de empreendedorismo, “Empreendedores são pessoas que têm a habilidade de ver e avaliar oportunidades de negócios; prover recursos necessários para pô-los em vantagens; e iniciar ação apropriada para assegurar o sucesso. São orientadas para a ação, altamente motivados; assumem riscos para atingirem seus objetivos”. Os nomes que representam bem esta definição são conhecidos de todos. Henry Ford, ao criar uns dos primeiros modelos de automóvel, consolidou as bases da economia mundial. O mundo, sem dúvida, não seria o mesmo sem o Windows de Bill Gates. Os russos Louis Mayer, da MGM, e David Sarnoff, da RCA, o publicitário inglês David Ogilvy e o cubano Roberto Goizueta, da Coca-Cola também não poderiam ser esquecidos.

Segundo uma pesquisa da revista Exame, os maiores empreendedores brasileiros do século XX vão desde o imigrante italiano Francesco Matarazzo, criador da metalúrgica Matarazzo, ainda na época do Brasil-República, até Amador Aguiar, banqueiro responsável pelo Bradesco. Ainda na lista aparecem o pioneiro da televisão no país, Assis Chateaubriand, Abílio Diniz, proprietário do Grupo Pão de Açúcar e o dono das organizações Globo, Roberto Marinho. O que se nota é que nada, ou quase nada, sobrou do mundo corporativo do primeiro da lista. O Brasil empreendedor de Eike Batista e Antônio Ermínio de Moraes, é o país que, cada vez mais, tenta se movimentar de acordo com a lógica do mundo globalizado.

O século XXI mostrou ao mundo que os grandes empreendedores têm características em comum: São jovens, focados empreendimentos tecnológicos ou de internet e encaram suas empresas não como uma máquina operacional controlada, mas sim como um lugar em que humanos compartilham ideias livremente e sentem-se bem trabalhando. E isso não quer dizer perder a disciplina. Dois exemplos mundiais são o de Mark Zuckerberg, criador da maior rede social dos últimos tempos, o Facebook, e os amigos Larry Page e Sergey Brin, criadores do maior buscador da internet, o Google. No Brasil, o Peixe Urbano, um dos mais acessados sites de compras coletivas do país, segue a mesma linha. Julio Vasconcelos, criador da loja virtual e representante do Facebook no Brasil comenta que “empreendedorismo é uma forma de mudar a realidade, tanto de quem empreende quanto de quem está ao redor”.

Grandes empreendedores têm uma visão mais ampla. Sabem que medir o sucesso da empresa apenas pelos dividendos pagos aos acionistas e o retorno sobre o patrimônio líquido é, no mínimo, uma das maiores miopias do capitalismo. Vão à contramão de milhões de pessoas seguidoras de práticas de gestão que visam apenas à remuneração do capital, e assim constroem uma empresa que é muito mais do que apenas um índice de retorno sobre investimento.

Empreendendo no século XXI

Internet é o ponto alto para o empreendedor







Nas últimas décadas o setor de maior crescimento foi o da tecnologia e tudo o que é vinculado à internet. O ramo das redes sociais, por exemplo, cresceu de maneira inovadora e inesperada e é um dos pontos altos para o sucesso de qualquer empresa. Tagil Ramos em seu livro “Twitter, chiclete e camisinha” ensina como usar desse atrativo uma ferramenta de marketing. A atualização informativa constante junto com o serviço em tempo real foram pontos cruciais para o desenvolvimento de uma nova forma de se fazer empreendedorismo.

Não só dentro da tecnologia houve crescimento significativo. Pesquisas do Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontam que outros ramos serão destaques em 2011. Com a chegada da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, o turismo e a construção civil ganham força e geram renda; O setor de meio ambiente também aparece como promissor para este ano, porque a busca por fontes renováveis e preservação são cada vez mais intensas; Já as áreas de consultoria e educação surgem como “promissoras necessárias”, uma vez que, aqui no Brasil, são áreas carentes.

Agora, já imaginou unir dois ramos que só tendem a crescer? Alunas do curso de jornalismo da Universidade Mogi das Cruzes lançaram um projeto no início do semestre que visa atender jovens em formação. Elas pretendem unir educação, entretenimento e tecnologia. As futuras jornalistas empreendedoras serão as “mães” do portal Desorientados, que atenderá os interesses estudantis de forma divertida e inovadora.

Atualmente, existe muita facilidade para acompanhar notícias em tempo real em várias partes do mundo. Com apenas um clique, uma página se abre e mostra ao internauta reportagens contextualizadas, galerias de fotos e vídeos, fóruns de debate e oportunidades de novas amizades. Quando os primeiros portais brasileiros deram seus passos iniciais nesse mercado, eram bem menos ricos em informação. As notícias eram textos réplicas de jornais impressos sem imagem. Mas, não durou muito tempo e com o “boom” tecnológico os portais criaram parcerias com agências de notícias e jornais de todo o país e começaram a refletir de maneira mais ampla o cotidiano brasileiro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Amores de internet e seu lado comercial


Letícia Yajima
RGM 39.108

Vejo na internet um apelo comercial muito grande. Por onde andamos vemos cartazes, folhetos, propagandas sobre sites, blogs, e outros tipo de ferramentas da web.
Outro lado bastante investido nesse mundo virtual, seria a forma prática de conhecer pessoas, e por quê não, se apaixonar por elas.
Conheço diversas pessoas que já se apaixonaram por uma pessoa que conheceram on-line. E isso acaba influenciando nos produtos oferecidos a esse tipo de pessoa.
Principalmente na música, vemos que há um tipo de letra só para esse tipo de pessoa, como vemos na letra de Amor Virtual, do grupo Sampa Crew.
Vemos que no mercado atual há muitas coisas relacionadas a relacionamento a distância.
Há muitos sites também com objetivo de juntar perfis de pessoas que tem gostos em comum, dando uma 'forcinha' ao destino e apresentando um ao outro via web.
Sites como o eHarmony, que está a 10 anos com esse tipo de objetivo, juntar pessoas.
Há também muitos autores que tentam explicar esse fenômeno de relacionamento pela internet, no site Digestivo Cultural, há um artigo de José Knoplich, intitulado 'Os extremos do amor virtual', que faz uma reflexão sobre os casos de violência que surgem de encontros programados virtualmente, lendo o artigo percebi que as mulheres (psicólogas), tendem a aceitar mais esse tipo de relacionamento.
Se pararmos para analisar que todas as comunidades do orkut relacionadas a esse tema, tem mais de 10.000 seguidores, como essa por exemplo: Amor Virtual. E pararmos para pensar que poucas pessoas tem duas comunidades iguais com o mesmo tema, veremos que hoje em dia é comum se relacionar virtualmente.
Um dos poucos livros que achei do tema, 'O amor está na rede', de Erica Queiroz. No livro a autora afirma, com muita segurança, que há uma disponibilidade muito grande de homens e mulheres solteiros, de todas as idades, nas mesmas condições, desejando ser encontrados. Ela conta que foi assim que encontrou seu grnade amor e decidiu escrever o livro, para ajudar a eliminar o medo e o preconceito contra conhecer alguém pela internet. O livro busca desvendar os mistérios dos sites de relacionamentos, ensina a criar um perfil vencerdor, dá dicas de como se prevenir contra golpistas, viciados em namoro on-line e pessoas casadas, e, finalmente, mostra os passos importantes para o primeiro encontro e como se deve proceder a seguir.
Parando para analisar todos esses links citados acima, vejo nesse ramo de amor virtual, uma grande forma de se lucrar e investir.
Apesar da grande popularidade, a pouco investimento para esse tipo de pessoa, que defende a tese de que relacionamentos via web podem dar certo.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Busca pela interatividade



A solidificação do sonho de tocar o universo virtual

Desde o surgimento dos meios de comunicação a relação entre a mídia e a população mantém uma certa distância. Barreira esta que os veículos comunicacionais, por muitas vezes, já tentaram diminuir. Conhecer melhor o seu público, mudar o formato da escrita, criar meios de conversação entre o veículo e a população são exemplos dessa tentativa de aproximação. Com o surgimentos de novas tecnologias como a internet e a telefonia celular, todas essas opções foram centralizadas em uma só palavra: interatividade.

Interatividade nada mais é que a possibilidade que a população tem de "conversar" diretamente com os veículos comunicacionais. Com isso as pessoas ganharam a chance de participar de debates, entrevistas, pesquisas e até mesmo de reuniões de pautas e reportagens. Inicialmente esse novo formato foi algo atribuído a internet, mas essa não é mais a realidade. Mesmo com o advento da web 2.0 que para Diego Castro, aluno da Unesp, no artigo " A Internet Contemporânea e a Interatividade na Web 2.0", postado no blog jornalismo digital da universidade a interatividade "com a rede se difundiu e vem crescendo a partir do aparecimento de um novo paradigma para a Internet que foi chamado de Web 2.0".

Castro se baseia na teoria defendida por Tim O’Reilly, que em sua obra What is Web 2.0, relata que "o novo paradigma está baseado na cooperação e na construção coletiva dos ambientes" para definir que "é no conceito da Web 2.0 que se baseiam novas plataformas de suporte à informação como os blogs e as páginas que utilizam a tecnologia wiki". Mas apesar desse, inicialmente, propício campo que a internet oferece para a interatividade, essa não é a única tecnologia desenvolvida para "prender" os expectadores, leitores, ouvintes e usuários. A resposta dos tradicionais meios de comunicação veio com o advento dos sinais de transmissão digital.

Isso é o que relata Felipe Veiga no artigo "A interatividade da TV Digital - Análise que esta postado no site do Veja Isso. Ele diz que cada vez mais "a tevê vai acabar ficando bem próxima ao computador. Você não só vai entrar num site, o canal, mas também vai poder clicar em algumas coisas.
Isso vai permitir que sejam feitas pesquisas em tempo real, no Brasil Inteiro. Imaginem o William Bonner dizendo “Boa noite” e dá a opção de Responder ou Ignorar, e então, aparecem as estatísticas da votação". Ou seja, independente da meio de comunicação, cada vez mais a intenção dos veículos comunicacionais é atrair e prender o seu público. Permitindo que ele sinta cada vez mais que ele sinta e torne a programação mais parecida com os seus gostos e desejos.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Acessibilidade para os idosos na Internet


Há duas observações iniciais que devemos levar em consideração quando tratamos de usabilidade dos sites da internet para as pessoas idosas. A primeira entre elas, é que a maioria da população idosa atual passou a grande parte de sua vida sem tecnologia, assim chegando a conclusão que sua experiência é muito limitada, quando se tratando de tecnologia. Além da questão anterior, outro ponto que devemos salientar, é que as pessoas idosas no inicia de sua vida tinham pouca instrução, as vezes relacionados à renda e à instrução escolar.
O segundo ponto, poderíamos dizer que seriam aspectos físicos, mentais, e de habilidades motoras. Embora não podemos generalizar, pois vários usuários idosos têm grandes habilidades motoras, variando muito entre as pessoas. Em alguns casos a memória possa se “degradar” aos passar dos anos. O detalhe físico que especialmente devemos observar nos usuários idosos é a visão, pois apresenta redução de seus campos visual, sensibilidade clara, percepções de cor, resistência ao brilho, sensibilidade do contraste, entre outras características. A audição (em caso de web sites sonoros) é outra grande dificuldade e devemos observar muito para orientar facilmente os usuários sobre os volumes possíveis em sua web site. A memória da pessoa idosa seria o ponto “x” , pois devemos facilitar o quanto possível, pois o idoso apresenta dificuldades significativas de aprendizagem.
Encontrar um usuário de idade avançada utilizando a web é algo que cresce todos os dias em nosso país, assim devemos adequar os sites à esses nobres usuários, e a usabilidade e acessibilidade estão ai para nos ajudar.
A primeira consideração que podemos notar com os usuários idosos, é a “auto culpa”. Eles se auto responsabilizam-se por todas as dificuldades que encontram (algumas frases comuns são: “Eu não sei realmente o que eu estou fazendo”; “É totalmente minha culpa”; “Isto me acontece sempre”).
Outros usuários, bem ao contrário, culpam o web site pelos erros.
Ao realizar uma pesquisa na internet em alguns site de busca, podemos notar que as palavras são bem mais emotivas do que os usuários mais novos (jovens e adolescentes). Várias palavras “positivas” de alta estima são freqüentemente utilizadas em buscar, e também é claro, palavras negativas e fortes, por exemplo: “ódio”, “amor”, “carinho”, “ternura”, outras palavras de estimação são bem pesquisadas “muito meigo”, “moça carinhosa”.
Encontramos também uma característica muito comum nesse acesso por idosos, seria a “não compreensão de termos técnicos”, exemplo de alguns termos usáveis para usuários mais novos e não compreendido aos idosos
são: “Browser”, “Configurações”, “FTP”, “link”, “home page”, entre outras centenas de palavras.
Outra ferramenta disponível e muito utilizada na web, são os “downloads”, más, percebo que a maioria dos usuários citados acima, teme que ao fazer o download, esteja trazendo para sua maquina vírus da internet.
O principal tópico dessas minhas observações sobre usabilidade para as pessoas idosas na web é essa: “Tamanho da Fonte”. É importante que a fonte do site seja pelo menos de tamanho 12 pts, pois abaixo ficaria quase que impossível sua leitura, visto que as maiorias dos nossos usuários contam com utilização de lentes corretivas.
Em resumo, quando formos utilizar como avaliação os usuários idosos devemos levar em consideração todos os pontos citados acima e outros que achar conveniente, ressaltando, que esse grupo de usuário cresce a cada dia, de maneira muita rápida e objetiva, utilizar técnicas de acessibilidade muito simples torna a navegação dos usuários bem mais rápida eficaz e sem constrangimentos.
Abaixo as dicas sobre coloração do site, que podemos passar segundo a W3C e ao nosso conhecimento de usabilidade web para pessoa idosa:
Cores
O envelhecimento é associado com o declínio na habilidade da discriminação de cor e na sensibilidade do contraste. As pessoas idosas têm a redução na transmissão da luz azul, têm mais problema cores classificar ou combinar, e fazem mais erros entre as cores Azul e Verde do que nas outras cores. Para fazer escolhas eficazes da cor, precisamos sabe o básico sobre cores e necessitamos obter o atributo perceptual da seguinte formatação da cor: Hue, Lightness e Saturation (versões em Inglês para padronização web). O Hue identifica cores específicas, tais como o azul, o amarelo e o vermelho.
O Lightness corresponde a “quantidade de luz” parece ser refletida de uma superfície. O Saturation é a “medida da intensidade” de uma cor. Ao escolher combinações da cor, você estará fornecendo maior “legibilidade” ao web site.

Web 2.0: O que é?



Web 2.0 pode ser considerado a nova geração da internet, mas ainda é dificil analizá-la

De acordo com o site, Web 2.0 BR no texto Conceituando o que é Web 2.0 ainda não existe um conceito exato de desse segmento. Ainda de acordo com o site, um fato histórico só pode ser analisado depois de algum tempo e como a Web 2.0 está em construção, ou seja, não tem forma final, não pode ser analisada completamente. O que existem são conceitos e opiniões, que o site mostra. Nele podemos ver os pontos de vista de algumas pessoas envolvidas na web brasileira.
No texto encontrado na Wikipédia, fica claro que, Web 2.0 tem como a mais importante regra, desenvolver aplicativos que se tornem melhores quando mais são utilizados. Tomando esse conceito como base de estudo, o próprio site Wikipédia pode ser considerado Web 2.0, já que conta com a colaboração de seus usuários para aperfeiçoar seus textos.
Segundo Marcelo Povoa, no texto O que é Web 2.0, no site Webinsider, o termo significa a nova geração dos serviços da internet. As noticias sobre essa nova geração atualizam-se dia após dia, mas ainda é cedo para definir quando isso vai parar, mas, de acordo com o que é visto na rede, ainda há muito por vir no mundo on-line.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Jornalismo Open Source invade mercado de trabalho




O dito popular "Conto o milagre, mas não conto o santo", pode não se encaixar mais as formas de um novo jornalismo, o jornalismo open source.

O Jornalismo "aberto", como define Ana Maria Brambilla é a tentativa de caracterizar a produção e publicação de notícias de modo colaborativo, colocando o termo "jornalismo" à uma prática aberta a qualquer pessoa, provocando "alergia aos defensores mais fervorosos da legitimidade do profissional de imprensa".

Apresentado por Rafael Evangelista no Fórum Internacional Softaware Livre (FISL) e discutido em matéria no Observatório da Imprensa , a proposta do Jornalismo Open Source é que todas as fontes usadas para redigir uma reportagem estejam abertas, disponíveis, permitindo novas matérias a partir das fontes já conhecidas, ou seja, qualquer pessoa pode escrever diversos textos a partir de um material coletado por um repórter. Vídeos, imagens, áudios, e fontes serão reveladas de uma forma em que será exatamente possível provar que tal matéria é verdadeira, porém, também será possível criar várias versões para a mesma.

Rafael Evangelista mostra seu texto, apresentado também no II Congresso Online - Observatório para Cibersociedade no Dicas - L e conta como foi utilizado o termo jornalismo open source pela primeira vez. O texto, em parceria com Tiago Soares, mostra propostas, dificuldades e desafios dessa nova tendência, certamente polêmica.

Não só jornalistas, mas também jornais, revistas e sites seriam "descobertos" e técnicas de apuração seriam quebradas, causando um certo desconforto para esses meios de comunicação, que devido a grande concorrência pela informação, preservam suas fontes e seu material coletado.

Para comprovar que o jornalismo open source é uma forma cada vez mais presente na mídia de hoje, o maior jornal do País, a Folha de S.Paulo, abriu inscrição para o programa de treinamento 2008 com uma novidade: qualquer estudante, de qualquer área pode se inscrever, não sendo necessariamente estudantes de jornalismo. Pessoas da área de humanas, biológicas ou exatas estão aptas a viver o dia-a-dia de uma redação, aprendendo técnicas e tendo a oportunidade talvez de ser contratado por ela.

A nova edição do programa de treinamento da Folha pode causar um certo desconforto, principalmente a estudantes de jornalismo, porém comprova que com apenas técnicas de redação, é possível trabalhar em um grande jornal, publicando artigos e matérias, possibilitando a "abertura do jornalismo".

domingo, 8 de junho de 2008

Brasil vende 21 computadores por minuto só no 1º trimestre

, Brasil pode assumir terceiro lugar em 2010


O país bateu o recorde este ano e apenas no primeiro trimestre vendeu 2,82 milhões de computadores, o equivalente a 21,5 computadores por minuto. Os dados são da consultoria IDC.

Os números equivalem a uma elevação de 18,7 % com os números do ano passado, quando 2,378 foram vendidos. Segundo a IDC, a expectativa é de o Brasil feche o ano com 13 milhões de computadores vendidos, ficando com o quarto lugar no mercado mundial de computadores. Segundo o IDC, no final de 2010 o país deverá assumir o terceiro em vendas de computadores, atrás somente dos Estados Unidos e da China.

Os números só não maiores que os do quarto trimestre do ano passado, quando 3,154 milhões de computadores foram vendidos. Desse total 2,259 são desktops e 563 mil são laptops, com aumento de 148 % em relação a 2007.

A queda do dólar, o aumento do crédito e dos prazos de pagamento e a desoneração fiscal são os principais responsáveis pela crescente.

Os últimos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006 mostram que 22, 1 % das casas do país tem computador. A expectativa é que o país atinja no final do ano 50 milhões de computadores em operação.

Os resultados a curto prazo indicam aumento expressivo no número de usuários com acesso à internet.

Uma realidade distante do Brasil










Apenas 20 milhões de brasileiros tem acesso à internet


Embora seja uma realidade distante da para a maioria dos brasileiros, estatísticas divulgadas em um relatório da pesquisa World Digital Media Trends mostraram esta semana no encontro anual de executivos de jornais na Suécia, o World Association of Newspaper, que a Internet teve expansão enquanto meio de comunicação em vários países e que jornais perderão posição nos próximos anos para a Internet, que será o principal meio de comunicação em 5 anos.

No Brasil apenas 20 milhões de pessoas tem acesso à Internet, o que vai de encontro com as estatísticas, já que ainda prossegue um número elevado de exclusão digital.

De acordo com o relatório, a publicidade na Internet alcançará com o uso da banda larga e da mobilidade, $150 bilhões em 2011, o que equivale a um crescimento de 12 vezes ao valor de 2002.

No encontro debateu-se também a necessidade dos meios de comunicação buscarem oportunidades na mídia digital, sem deixar de lado os veículos impressos, mas tendo cautela e se preparando para a nova realidade.

Euro 2008 testa novas tecnologias

O campeonato europeu de futebol de 2008 vai servir para testar novas tecnologias. O evento já é conhecido como a competição de futebol mais moderna de todas. Transmissões em alta definição, estatísticas virtuais a todo momento e emissão de imagens e sons ao vivo para celulares são algumas das inovações do Euro 2008.

A partir de 7 de Junho, a bola rola e a UEFA assegura a transmissão, através da afiliada UEFA Media Technologies.


A Optimus vai transmitir todos os jogos em “alta definição” para celulares, por um euro/dia. Até em GPRS vai ser possível, mas é preferível ter um equipamento 3G.


Também na televisão, o Euro vai ser transmitido em alta definição, de forma gratuita. Além da emissão do jogo, o espectador pode também ter acesso a estatísticas do jogo e conteúdos inéditos.

sábado, 7 de junho de 2008

Tecnologia a serviço da informação

No Líbano, o serviço de Internet móvel foi lançado no final de 2006 pela Cedarcom, provedora libanesa de telecomunicações, em parceria com a japonesa Kyocera. Para jornalistas, este modem móvel, conhecido como Mobi, veio em boa hora.

Até então, profissionais de imprensa eram obrigados a pagar caro por modems via satélite que cobrem regiões inteiras, como, por exemplo, o Oriente Médio e partes da África. Com o Mobi, a área de cobertura fica mais reduzida, mas o preço é mais em conta. Existem vários planos e os provedores no país oferecem facilidades no mesmo estilo das empresas de telefonia móvel no Brasil.


Há dois tipos de modem: via conexão USB ou via cartão PCMCIA, ambos custando em torno de US$ 200,00. Após adquirir o aparelho, o usuário pode comprar cartões pré-pagos que permitem usar o serviço por um mês. O preço básico custa US$ 50,00, possibilitando utilizar um total de 2.5 GB de troca de download/upload mensais - entre meia-noite e 8 horas é gratuito. Há também planos pós-pagos.


Correspondentes de todo o mundo no Líbano podem se beneficiar da mobilidade para cobrir eventos e enviar seu material no local. É a tecnologia cada vez mais a serviço da informação. E mais barata.

Bruna Surfistinha e os blogs


Raquel Pacheco, mais conhecida pelo pseudônimo Bruna Surfistinha, é uma ex-prostituta e atriz pornô brasileira, que se tornou célebre através da internet a partir de 2005. Seu blog é visitado diariamente por quase 15 mil internautas. Ela diz ter estudado nos colégios Bandeirantes e São Luís, escolas tradicionais e caras de São Paulo.

Imitando os diários de adolescentes, ali ela deixava anotadas algumas de suas experiências. O relato de uma prostituta não é novidade, mas pela primeira vez os internautas podiam acompanhar sua evolução.

Em pouco tempo a história ganhou contornos de romance, quando um de seus fregueses, Pedro, apaixonado, abandona a esposa para viver com Raquel. Com a fama da namorada, ele chega a ser entrevistada no programa do Jô.

A partir dai Raquel virou celebridade, escreveu um livro de sucesso chamado O Doce Veneno do Escorpião, continuou escrevendo para o site, virou revista em quadrinhos, e foi personagem principal de um artigo publicado no New York Times.

Agora Bruna prepara-se para o lançamento de um filme baseado em seu diário eletrônico. São os blogs mostrando a sua força

Todos sabem o que é web 2.0?


Todo estudante de jornalismo já cansou de ouvir o termo Web 2.0. O tema se intensificou no último ano. Mas muitos pesquisadores da internet questionam se o conceito de web 2.0 e suas possibilidades são de conhecimento da maioria dos usuários.

Para que tenha sucesso, esse novo modelo sustenta que deva haver uma conversação entre as pessoas através da Internet, em que as pessoas passam a ter a possibilidade de contribuir na produção do conteúdo que está sendo disponibilizado na rede.No Brasil, geralmente, dizemos que algumas tecnologias e conceitos demoram a chegar por aqui ou, mesmo quando chegam, demoram a ter sua devida importância. Por isso, costumamos dizer que “somos os últimos a saber,”.

Para se ter uma idéia de como a web 2.0 está sendo divulgada, o jornalista Gilberto Balbela Consoni, realizou uma pesquisa em um dos portais mais visitados do Brasil, a Folhaonline. O resultado foi descoberto foi que, 19 noticias que tratavam do tema e variavam de 30/12/2005 a 30/01/2007.

Segundo Gillberto, a primeira vez que o tema foi usado, aconteceu no texto “20 razoes para amar 2006". em que Lúcio Ribeiro faz um grande elogiou a Web 2.0 ao compará-la com o Orkut e MySpace. No entanto, não chega a fazer nenhuma explicação do conceito, ou seja, o leitor poderia até pensar que Web 2.0 seria um novo sistema de rede social, até porque Lúcio Ribeiro chega a dizer que seria um “Social Software”.

A segunda e mais antiga, notícia encontrada apresentava em 03/05/2006, quase seis meses depois da primeira informação, o sistema ThinkFree. Segundo Gilberto, o curioso é que a notícia inicia dizendo “Para engrossar a onda da Web 2.0”, enquanto essa foi apenas a segunda vez em que o termo surgiu no site da FolhaOnline e já falam em onda. Então, fica a pergunta. Será que a FolhaOnline estava perdendo a onda ou o tema era tão óbvio para os leitores? Mas, mesmo levando isso em conta, a notícia até chega a citar como funciona a Web 2.0, ao dizer que o sistema “permite que usuários compartilhem textos” e os publiquem em blogs. Porém, em nenhum momento a notícia informa que isso seria uma das principais características da Web 2.0. Ou seja, explica como funciona o sistema ThinkFree, mas perde a chance de dizer o que é Web 2.0.

Depois de ler todas as notícias relacionadas a web 2.0, no portal da folhonline, Gilberto chegou a conclusão de que a web2.0 tem a possibilidade de tornar a comunicação no mundo e o fluxo de informações mais sociável. Desde a sua produção até as suas formas de mediação. Assim, essa nova concepção poderia ser considerada, quando realizada, a utopia da Internet de tornar a informação de alcance da maioria, mas iria ainda mais além, já que não só a informação, mas também, a sua produção.

Jornalismo na web


No mundo atual, a internet tem sido uma ferramenta importante na disseminação de fonte de conhecimento, oferecendo um conjunto de recursos tecnológicos que faz com que qualquer pessoa que tenha um computador e uma linha telefônica tenha acesso a serviços diversificados.

O jornalismo começou a considerado a web a partir da década de 80. Na época a produção jornalística resumia-se aos serviços de notícias especificas, direcionadas a um determinado segmento, esses serviços eram oferecidos pelos provedores. No entanto na década de 70 o Jornal New York Times, já oferecia resumos de textos e artigos aos assinantes que tinham acesso a internet.

No Brasil, as empresas jornalísticas entraram na rede a partir de iniciativas isoladas. O Jornal do Brasil foi o primeiro jornal brasileiro a fazer uma cobertura completa no espaço virtual, em maio de 1995. Em 1996, O Universo Online lançou o primeiro jornal em tempo real, em língua portuguesa, da América Latina.

Uma das principais características que diferencia o texto webjornalístico de outras formas de produção noticiosa é a hipermídia, uma técnica de escrita não-linear que alia os recursos do hipertexto e da multimídia. Enquanto a última se refere à utilização de diversos meios em conjunto, como áudio, vídeo, imagens e textos, o primeiro consiste em fragmentar o discurso em uma série de blocos de texto ligados entre si por links que permitem ao leitor construir o seu próprio caminho de leitura.

Outra característica destacável da internet é a possibilidade de interação, de feedback instantâneo e mesmo de remodelação da notícia pelo leitor. Conforme define João Canavilhas, "A internet oferece ao jornalista a possibilidade de falar com o leitor, em lugar de falar para o leitor. E ao falar com o leitor, o jornalista está dando a possibilidade de fazer parte da notícia, participando na sua construção através do correio eletrônico ou dos grupos de discussão".

No jornalismo online não há verdades absolutas estabelecidas e nem modelos corretos a serem seguidos. A linguagem e o formato adequado para o meio – que utilize por completo todas as possibilidades que a rede oferece – ainda estão em processo de construção, e o debate, a conversa e a troca de idéias fazem-se necessários para a configuração do estilo desejado.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Tecnologia API começa a ser usada no jornalismo


O NYTimes.com, edição online do diário americano New York Times, planeja lançar uma API (Interface de Programação de Aplicativos ou, em inglês, Application Programming Interface) que permitirá aos usuários combinar dados e informações do veículo.

O objetivo é tornar o NYTimes.com programável e possibilitar que tudo que o veículo produza possa ser transformado em dados organizados. Além de notícias, a API permitirá a organização e combinação de outros conteúdos como resenhas de restaurantes, receitas culinárias e listas de eventos.

Se o sistema funcionar no maior jornal norte-americano, é provável que dentro de alguns anos os grandes veículos do Brasil utlizem o mesmo sistema. A possibilidade do usuário organizar a informação da forma que achar melhor deixa a navegação mais agradável. Se a tecnologia de programação API funcionar na web, será uma agradável possibilidade para os internautas no futuro.

Concorrência pode facilitar buscas na web

O Yahoo fechou acordo com a distribuidora Acresso Software para expandir a distribuição de seus serviços de busca na Web em computadores pessoais. Pelo acordo, a Acresso planeja distribuir à sua base de clientes de mais de 500 milhões de usuários a barra de ferramentas do Yahoo - um recurso adicional para browsers que os usuários podem baixar e oferece acesso aos serviços de busca e outros recursos de navegação do Yahoo.
O acordo tem por objetivo impedir que o Yahoo perca participação no competitivo mercado de buscas na Web. O Yahoo obtém a maior parte de seu faturamento de anúncios vinculados a resultados
de busca e a outros serviços que oferece aos usuários.
O concorrente Google, maior fornecedor de serviços de busca na internet, fechou uma série de acordos de distribuição parecidos para a sua barra de ferramentas, com parceiros como a produtora de software Adobe, a fabricante de computadores Dell e o site de redes sociais MySpace.

O crescimento cada vez maior do Google acaba criando uma reação em seus concorrentes. Melhor para quem utiliza os sistemas de busca na web. Quanto mais opções, mais fácil é de conseguir os objetivos. E a estratégia de incluir os buscadores nos browser de cada usuário é sensacional: apesar de poluir visualmente a tela do PC, poupa muito tempo. E para o jornalismo, tempo é fundamental.

Internet tem mais investimento que TV paga

O investimento publicitário em internet cresceu 36% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2007, chegando a R$ 134,3 milhões. Com isso, pela primeira vez, a internet recebeu mais recursos que a TV por assinatura no Brasil. As informações são do projeto Inter-Meios, que mede o faturamento dos veículos de comunicação.

Segundo uma reportagem da Folha de S.Paulo, a internet foi a mídia que mais cresceu, em termos percentuais, mas ainda tem uma participação pequena se comparada a outros meios. No total, durante o primeiro trimestre de 2008, a internet ficou 3,24% do "bolo" publicitário, contra 2,84% da televisão paga e 3,19% da mídia exterior.
De acordo com a publicação especializada "Meio & Mensagem", que faz o levantamento, esse índice era de 1,5% para a internet em 2003, quando o investimento em web começou a ser medido pela pesquisa.
Nos primeiros três meses deste ano, a mídia que mais recebeu investimento publicitário foi a televisão aberta, que ficou com 58% dos recursos - um total de R$ 2,39 bilhões -, seguida pelos jornais, que receberam R$ 777,9 milhões. De acordo com o Inter-Meios, as empresas utilizaram R$ 4,1 bilhões em publicidade entre janeiro e março, contra R$ 3,6 bilhões no mesmo período do ano passado.
Com o crescimento de usuários e agora também de investidores, o mercado da comunicação na internet tende a crescer. A tendência é que os veículos invistam cada vez mais em jornalismo, uma vez que as receitas vindas do investimento externo são maiores. É um mercado relativamente novo, mas que tem tudo para ser fonte de empregos para profissionais com o passar dos anos.

O jornalisa e a web


O jornalismo online mudou radicalmente vários aspectos da realidade jornalística. Diante de novos obstáculos, os profissionais se firam obrigados a mudar a maneira de se fazer jornalismo. A mudança pode ser sentida principalmente nos cursos de jornalismo, onde as aulas de comunicação na web vem tomando uma importância cada vez maior. A profissão adquiriu outras características e exigências, além do tradicional curso de idiomas, agora o jornalista deve aprender também algumas ferramentas básicas para o uso da web. Doug Millison professor californiano de jornalismo alerta, “Os jornalistas on-line devem aprender a trabalhar com a web, ou seja, como usar a Internet para pesquisar informação, programação básica de HTML para saberem construir páginas Web, produção digital de áudio e vídeo e técnicas de programação na Web relacionadas, para adicionar elementos multimédia ao texto jornalístico”.

Outro ponto relevante desse novo tipo de jornalismo, refere-se a maneira do profissional escrever, J. D. Lasica, jornalista americano e um dos bloggers mais famosos do mundo da algumas dicas de como escrever para a web. “os jornalistas on-line devem ter as mesmas competências que os dos outros media: boas técnicas de entrevista, capacidades sólidas de pesquisa, pesquisa, tenacidade, velocidade, rigor, flexibilidade e uma escrita atrativa”. E acrescenta, “Aprender o que é que funciona na Internet – como melhorar a notícia através de fóruns, inquéritos, materiais de background, documentos de suporte, áudio, vídeo, mapas e gráficos interativos, arquivos pesquisáveis,

entre outros”, Mas J.D. LÇasica, também alerta para o principal, “Ter uma paixão

pelo jornalismo on-line, aprender as ferramentas do novo meio, desenvolver um conjunto versátil de capacidades, estudar HTML e Web Design, participar em discussões online, estar a par dos desenvolvimentos”.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Convergência de mídias é tendência mundial

Serviços como telefone, televisão e internet agora podem ser utilizados em um mesmo aparelho


Há poucos anos, o celular servia apenas para fazer e receber chamadas. No máximo, era também utilizado como despertador. As possibilidades da televisão se resumiam no uso do videocassete e a novidade era a programação exclusiva dos canais pagos. Já a internet, caçula da tecnologia moderna, era pouco explorada pelos usuários das lentas conexões discadas.
Rapidamente, a evolução tecnológica transformou as formas de comunicação em todo o globo. Agora, todos os recursos podem ser utilizados em um único aparelho. Pelo computador, é possível assistir televisão, fazer ligações através do Skype, além de, claro, as pesquisas básicas no Google. Tudo isso também pode ser feito pelo celular. Em breve, com o processo de digitalização, a televisão será outro equipamento para estas mesmas atividades. Esta gradativa convergência das mídias, embora ainda não totalmente consolidada, tem impactado profundamente os processos comunicacionais.

Segundo o jornalista Alberto Luchetti Neto - que inaugurou em 2002 o primeiro canal de televisão na web com programação 24h do Brasil, a All TV - a união da televisão com a internet conquista os usuários por oferecer algumas possibilidades até então inexistentes. “O internauta vai poder participar, interferir, mudar a programação, falar com os apresentadores e entrar no ar via web cam. Isso não acontece na tevê. Até mesmo os poucos programas ao vivo da tevê têm uma participação bastante limitada do público. O público vai encontrar o que não encontra na tevê tradicional”, argumerntou Luchetti Neto em entrevista à revista Istó É Gente, assim que lançou o site.

Alguns anos após o início desta convergência de mídias, a mudança do comportamento de internautas e telespectadores já é notável. Um estudo da Forrester Research mostra, por exemplo, que os usuários norte-americanos que possuem conexão de banda larga assistem duas horas a menos de televisão por semana. Dos 69 mil estudantes pesquisados, aqueles que não têm internet em casa assistem à televisão durante 14 horas semanais em média, contra 12 horas e meia dos internautas com conexão discada e 12 horas dos usuários da banda larga. Com a expansão do acesso à conexão rápida, a televisão deve perder ainda mais expectadores nos próximos anos.
Acessar a internet por meio do celular já é realidade, mas ainda não conquistou o mercado de forma significativa, dado os altos preços do serviço e do aparelho que oferecem esse recurso, além da baixa velocidade da conexão. Uma pesquisa da Nielsen, divulgada em maio, mostra que apenas 1% dos clientes das operadoras brasileiras utilizam a web pelo celular. As ferramentas preferidas dos usuários são tirar fotos (32%), brincar em jogos já instalados (17%), ouvir rádio (17%) e mp3 (14%).

Enquanto a convergência total das mídias não acontece, o que se vê é a fusão da oferta de serviços de telefonia, internet e televisão por uma mesma operadora, criando uma nova cena econômica e social. A competição entre as empresas do setor tornou-se mais acirrada e o acesso aos serviços foi ampliado. “A concorrência entre prestadoras no mercado de telefonia móvel permitiu atender os usuários de renda média e baixa nos serviços de comunicações, com a criação de serviço pré-pago e a queda constante de tarifas e preço de aparelhos. A concorrência entre as prestadoras, ao baratear o serviço, universaliza-o em sentido amplo: não apenas aumenta a sua oferta mas atende ao perfil e ao vigor real da demanda”, afirmam o advogado Pedro Dutra e o economista Arthur Barrionuevo, em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo em novembro passado (acesso exclusivo a assinantes).

Por outro lado, esta fusão favorece a formação de monopólio na oferta de serviços, cada vez mais centralizados em poucas prestadoras. “Qual convergência? Competitiva, com titulares distintos de diferentes redes concorrendo entre si, ou a convergência monopólica, um único prestador, monopolista em sua área de atuação, detendo redes redundantes, xDSL, cabo, MMDS, DTH, e Wimax, para prestar voz fixa, banda larga e televisão por assinatura? A resposta está nos fatos: nenhum órgão regulador e de defesa da concorrência jamais permitiu tal concentração de redes”, finalizam Dutra e Barrionuevo.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Irrelevância que vende



O que tem de relevante a vida pessoal e sexual de um jogador de futebol? Parece que quando se trata de Ronaldinho, o fenômeno tudo o que acontece na vida do craque vira notícia.

Quem não acompanhou pelos jornais, revistas ou TV, pode pesquisar a qualquer hora tudo que foi publicado nos últimos dias sobre o atleta. Inclusive o escândalo envolvendo travestis.

A internet sem dúvida é a melhor opção de arquivo de informação em tempo real, bastou digitar o nome de Ronaldinho em qualquer site de busca e lá está sua vida exposta na rede mundial.

Jornalísticamente falando, essas informações são irrelevantes e não trazem nenhum benefício aos internautas e ainda torna-se anti-ético violar a vida particular de um indivíduo. Mas as empresas de comunicação pouco dão importância a este fato, pois até o que é irrelevante vende.