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domingo, 8 de junho de 2008

Até onde vai a liberdade de imprensa?


SILÊNCIO: A imprensa pode ser refém de sua própria arma

Muito se discute sobre a liberdade de imprensa no país, mas parece que o assunto fica sempre no ar. No último dia 15, o repórter Edson Ferraz, da tevê Diário, afiliada da Rede Globo em Mogi das Cruzes, foi alvo de um ataque a tiros enquanto dirigia um carro da emissora no bairro do Rodeio em Mogi das Cruzes.

Um carro escuro disparou dois tiros em direção ao veiculo. O repórter, que nos últimos meses trabalhava em reportagens investigativas sobre vários casos policiais na região, não se feriu.

A Globo repudiou o atentado, assim como a Ordem dos Advogados do Brasil. Diante dos fatos, fica a pergunta: Até que ponto vai a liberdade de imprensa? Será que as reportagens veiculadas na mídia são, de fato, um relato fiel da realidade? Ou são apenas matérias condensadas que carregam milhares de mensagens ocultas?

A divulgação e denúncia dos fatos esbarram nos limites da sociedade corrupta. A busca pela verdade termina, muitas vezes, onde começam as represálias. Seria a imprensa, então, refém de sua própria arma (a liberdade de expressão)?

Blogs travam batalha ideológica em Cuba

Blogueira Yoani Sánchez lança moda em Cuba

Cuba tem um dos menores índices de acesso à internet do mundo. Cerca de 260 mil computadores estão conectados a rede, em um país onde a população se aproxima dos 11 milhões de pessoas. A modesta vida virtual dos cubanos, no entanto, se tornou um campo de batalha ideológico, vivido, sobretudo, nos blogs.

Nas ruas da capital, Havana, são poucos os que sabem da guerra virtual travada nas páginas pessoais, que de um lado é alimentada por aliados do próprio governo, com páginas criadas em sua própria defesa. Um exemplo é o que aconteceu com a página "Generación Y", da filóloga Yoani Sánchez, uma das mais acessadas e conhecidas na imprensa mundial. Recentemente o blog ganhou um opositor, o blog do Yohandry, que defende o governo e ataca a "outra Y".

Segundo a repórter Flávia Marreiro, enviada especial do Uol a Havana, o governo cubano manifestou-se sobre o fenômeno. "Internet, sem dúvida, é um campo de batalha ideológico. Converteu-se também numa nova plataforma para agredir a revolução", disse o vice-ministro de Comunicação, Boris Moreno, em maio, quando queixou-se de que os blogs "a favor da revolução não têm a mesma visibilidade internacional que tem essa menina", em referência a Yoani Sánchez

Com posts que ironizam o cotidiano da ilha, Yoani provocou simpatia em dezenas de blogueiros, muitos de outros países, já que em Cuba o acesso à internet é restrito a médicos e pesquisadores – além dos que acessam pelo mercado negro, é claro.

Em abril, a blogueira ganhou o prêmio de jornalismo Ortega y Gasset, do jornal "El País", da Espanha, mas Havana não liberou o visto para que ela fosse a Madri, aumentando a comoção virtual de seus leitores.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Irrelevância que vende



O que tem de relevante a vida pessoal e sexual de um jogador de futebol? Parece que quando se trata de Ronaldinho, o fenômeno tudo o que acontece na vida do craque vira notícia.

Quem não acompanhou pelos jornais, revistas ou TV, pode pesquisar a qualquer hora tudo que foi publicado nos últimos dias sobre o atleta. Inclusive o escândalo envolvendo travestis.

A internet sem dúvida é a melhor opção de arquivo de informação em tempo real, bastou digitar o nome de Ronaldinho em qualquer site de busca e lá está sua vida exposta na rede mundial.

Jornalísticamente falando, essas informações são irrelevantes e não trazem nenhum benefício aos internautas e ainda torna-se anti-ético violar a vida particular de um indivíduo. Mas as empresas de comunicação pouco dão importância a este fato, pois até o que é irrelevante vende.

sexta-feira, 28 de março de 2008

“Balannnnnnnnça” Geraldo!!!!

Geraldo Luís "balançando" as notícias

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Em dezembro de 2007, a TV Record estreou o Balanço Geral, um programa jornalístico que traz problemas sociais, atende diretamente ao “povo”, e com certeza é bem conhecido entre os brasileiros de todo o mundo.

O programa conta com o apresentador
Geraldo Luís, jornalísta formado que iniciou a carreira em 1989 e se consagrou no interior de São Paulo com atrações sensacinalistas. Ele, juntamente com sua equipe, interage de forma direta com o público, esbanjando clareza e dinamismo. Enfim, tem tudo pra ser um ótimo veículo informativo entre a notícia e o telespectador.

No entanto, alguns profissionais acabam tomando rumos contraditórios à ética jornalística, aliás: onde foi parar a ética jornalística neste caso? Neutralidade é uma palavra que não existe no vocabulário destes jornalistas.

Um programa visivelmente sensacionalista, em que a opinião do apresentador é expressa nitidamente. Isso inclui críticas constantes de outros programas jornalísticos, feitas pelo mesmo.

São abordados temas, que com certeza nenhum outro programa jornalístico já mostrou, trata-se de matérias sobre: curiosidades, lendas, nada muito jornalístico. Na verdade eles quiseram inovar, e acabaram indo para um caminho, digamos... bem diferente do tradicional.

Quando o apresentador, afirma trabalhar em um programa sério, podemos nos perguntar: Será que a cadela que anda de moto, o boi que toma sorvete, a lenda da loira do banheiro e alguns outros, são mesmo matérias sérias e importantes para serem transmitidas neste tipo de veículo? Será que tudo que os jornalistas, responsáveis por este programa, aprenderam em seus respectivos cursos superiores foi esquecido?

No entanto, é um dos programas mais assistidos atualmente, e que eleva absurdamente o índice de audiência. Mas será que o público brasileiro é tão “inocente” à ponto de não enxergar estes absurdos? Qual o motivo de tanto sucesso?