Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jornalistas sem diploma, mas cidadãos (!?)

Thanks!:: Ministro Gilmar Mendes, relator do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo



Até que ponto o fim da obrigatoriedade do diploma vai ajudar a sociedade e o cidadão!? Esta é uma pergunta que não vai se calar enquanto não ocorrer a devida associação da justificativa do fim da obrigatoriedade do diploma do jornalista, em nome da liberdade de expressão, portanto da possibilidade do cidadão também ser jornalista.

Na realidade, essa medida, assim como o fim da lei de imprensa —para quem conhece a importância dos jornalistas— só foram historicamente prorrogadas, assim como as conquistas dessa categoria foram boicotadas por vários governos, desde Getúlio, passando pelo regime militar e mesmo na dita democracia contemporânea. É que em nome da justiça forjam-se vários pareceres, mediante a interpretação e o contexto no qual os doutores da lei buscam embasamento.

Mas a vida não pára! O cenário que se deve vislumbrar agora é a possibilidade do cidadão tornar-se jornalista tal como foi alegado. A grande imprensa, na figura do empresariado, não só conseguiu aquilo que mais almejava: poder contratar o profissional que desejar, para fazer a atividade jornalística. Mas além disso também criou, por direito, a possibilidade de inserir em seu manual ou contrato de admissão a figura do jornalista-cidadão, atividade que por sinal parecia atrapalhar o sono e os sonhos destes administradores, quando apenas considerada uma prática open source desconectada do processo de elaboração de notícias. Notadamente, o termo open source não pode ser confundido com outras possibilidades sociais de lidar com a informação.

Ao que tudo indica, daqui a alguns dias, semanas ou meses, todos os brasileiros poderão ver nas páginas dos jornais, nas emissoras de rádio e televisão, sobretudo nos sites e portais de web um provável convite para que "todos, indistintamente", preencham um formulário (papel ou digital) para poderem enviar matérias, entrevistas, resenhas, comentários, análises, artigos, entre outros gêneros deste ofício. Um detalhe: caso os empresários não saibam, talvez valesse a pena "estudar" a contribuição de Ana Maria Brambila, que em sua dissertação experimentou o protocolo de colaborador do pioneiro deste jornalismo colaborativo, no caso o Ohmynews, que pode ser acessado aqui.

----------

►Veja também outras matérias sobre o fim do jornalismo em◄

Observatório da Imprensa

Ultimo segundo

Folha Online

Íntegra do Relatório de Gilmar Mendes



sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Jornalismo, democracia e tecnologia em livro free

Capa da publicação free em PdF

A pesquisadora Adriana Rodrigues capturou, via Jornalismo e Comunicação, a obra já disponível em PDF, “Democracy, Journalism and Technology: New Developments in an Enlarged Europe" , dos autores como Denis McQuail, Kaarle Nordenstreng, Peter Dahlgren e Nico Carpentier.

Apesar de ser um olhar sobre as reflexões, mudanças e emergências relacionadas ao âmbito europeu, muitos dos assuntos abordados —para não dizer todos— t ambém podem ser entendidos sob a perspectiva latino-americana, como por exemplo as contingências relacionadas à construção da identidade do jornalista, de Nico Carpentier, ou mesmo a fragmentação da retórica da mediação pública, de Jens E. Kjeldsen, entre outros.

A obra foi dividida em três partes, sendo a segunda —das pesquisas—, separada em seções como Journalism, Media, publics and active audiences, Media and becoming political, Media and space, Media ideology and culture, e Doing research.

Via: Gjol

domingo, 8 de junho de 2008

Deveria existir um exame como o da OAB para a formação dos jornalistas?


Desde outubro do ano passado (2007), quando foi divulgado o resultado da Ordem dos Advogados do Brasil, na seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ), e 90% dos inscritos foram reprovados, surgiu o seguinte questionamento: Deveria existir um exame como o da OAB para a formação dos jornalistas, já que os profissionais desta área trabalham a serviço da sociedade, assim como os advogados?
Para o presidente da OAB_RJ, Wladih Damous, esse tipo de prova deveria existir para diversas profissões, uma vez que “quase todos os dias um curso novo é autorizado. O Ministério da Educação (MEC) não tem cumprido sua obrigação, prova disso é a grande quantidade de faculdades espalhadas pelo país.
O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, diz que isso nunca foi alvo de discussão. “Os advogados são profissionais autônomos, com uma qualificação determinada, e a OAB tem que oferecer garantias de competência técnica e jurídica. No jornalismo, quem avalia é o mercado. Nenhuma empresa contrata quem não for qualificado, o mercado será sempre o árbitro da qualificação”.
Opinião esta que não compartilha, Helio Schuch, chefe do departamento de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): “Acho uma proposta interessante. O Enade e outras classificações avaliam as escolas, e não os alunos, que só contam com o registro no Ministério do Trabalho. Não teria por que ser contra um exame tipo o da Ordem. A analogia é muito boa.
Em contra ponto, destaca Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, que seria necessário haver um controle social, e não “um funil de profissionais”. Segundo ela, seria como um “exame corporativista”. É uma discussão que envolve muito mais que opiniões, fazer jornalismo vai muito além do que qualquer avaliação. Pois, muitos profissionais recém-formados só terão mesmo a oportunidade de aprender e mostrar o que aprenderam exercendo a profissão. Não que outros profissionais não tenham que fazer o mesmo. Mas uma avaliação, como disse Bentes, irá formar um funil de profissionais, na qual no jornalismo, isso nunca deveria acontecer

Crescimento do consumo traz promessas de vagas na web para jornalistas

Setor aquecido é promessa de novas oportunidades à profissionais



Dados apresentados pela e-bit, que monitora o desenvolvimento do setor da Internet mostram que o comércio pela Internet no Brasil apenas no primeiro trimestre de 2008 (janeiro a março) faturou nada menos que R$ 1,84 bilhões.

O valor equipe a um crescimento de 49 % em relação ao mesmo período de 2007. Mesmo no início do ano, quando o foco é o pagamento de dívidas como IPVA, IPTU, matricula escolar, compra de material escolar, entre outros. O relatório da empresa que monitora o setor aponta ser este ano para será de forte crescimento.

Um dos motivos para este crescimento foi a crescente quantidade de promoções nas lojas virtuais e o parcelamento com cartão de credito.

Além disso, o estudo mostrou aumento médio de consumo de R$ 295 para R$ 319, o que equivale a um aumento de 8%. Entre os produtos mais vendidos estão livros (21%), informática (12%), saúde e beleza (9%).

A expectativa do ramo é que o comércio eletrônico movimente aproximadamente R$ 3,8 bilhões neste primeiro semestre de 2008, sendo 45% acima dos R$ 2,6 bi do ano passado. Mais consumo na web é sinônimo de contratações e crescimento para à área jornalística, pois as empresas de comunicação devem potencializar esse veiculo como forma de aumentar seu lucro.

Jornal impresso em discussão

Distribuição de jornal cresce no Brasil e diminui na Europa










O assunto não pára. De um lado, a circulação de jornais cresce na China e Índia e cai na Europa e Estados Unidos. No Brasil, as notícias recentes são muito boas. De 2006 para 2007, a circulação cresceu 11,8%. Mesmo assim, fica difícil acreditar no futuro do jornal a longo prazo em virtude dos ganhos publicitários obtidos por edições on-line.

Lourival Sant’Ana, repórter do jornal O Estado de S.Paulo foi além de sua dissertação de mestrado em 2007 e publicou, pela editora Record, o livro O Destino do Jornal. O escritor foi cauteloso em suas conclusões e diz que “na indústria jornalística nada é tão simples”. O livro amplia a visão dos leitores interessados em familiarizar-se com o tema apontando diversos paradoxos que permeiam as situações que envolvem o ramo impresso.

Para quem quer se aprofundar no assunto, outra dica é o livro Os Jornais Podem Desaparecer?, escrito pelo professor da Universidade da Carolina do Norte (EUA) Philip Meyer, lançado em 2007 no Brasil pela editora Contexto.

Se acontecer, a substituição não será tão rápida quanto foi o VHS para o CD. Até o leitor desistir do jornal que habitualmente lê demorará um tempo, tempo esse que não pode ser estabelecido em virtude da superioridade relativa e transformações rápidas da internet.

A importância do 'furo' jornalístico

No ambiente redação de um veículo de comunicação todo repórter está suscetível a cometer erros (barriga) que inclui assassinatos, derrubar aviões, enterrar pessoas, principalmente em se tratando de furos jornalísticos.

Dar primeiro sempre é o objetivo em se tratando de informação, porque quem informa primeiro leva sempre o crédito da exclusividade. Na atualidade, onde a velocidade de produção jornalística é cada vez maior a dificuldade de manter padrão mínimo de apuração em compasso com a velocidade. O furo é como um combustível, principalmente em uma época em que a maioria dos meios mantém conteúdos quase sempre parecidos.

Se por um lado o furo pode levar para perigosos caminhos como dar “barriga”, por outro é positivo, desde que seguida de perfeita apuração, pois passa um perfil engajado em investigar, descortinar, encontrar respostas, revelar algo que ainda não se sabe. O furo jornalístico revela-se é emocionante em algumas circunstâncias. Mas por outro lado, um ponto negativo é a postura insana em busca de um furo que cega a milhares de jornalistas.

O que era para ser uma ação sadia torna-se uma competição desenfreada e maléfica à profissão, que também afeta a princípios básicos como a apuração, a base do jornalismo, antes de redigir.

"Barriga": jornalista da Globo derruba avião e vai para a rua da amargura








Erro foi reproduzido em efeito dominó por outros veículos


A sede para dar primeiro (uma informação), a vontade incansável de dar o ‘furo’ (no “concorrente”) levou um jornalista de rede Globo para a rua da amargura está semana.

O motivo foi que em maio deste, esse jornalista derrubou um avião, ou seja, divulgou uma falsa notícia de que um avião da Pantanal teria se chocado contra um prédio na Zona Sul de São Paulo, o que não havia ocorrido era apenas especulação. A informação teria vindo de um rádio escuta e o jornalista sem chegar passou para frente

O pior de tudo foi a ausência de checagem, que também levou outros meios de comunicação on-line, televisões, rádios do país e até do exterior a reproduzirem a informação também como forma de compensar o suposto “furo jornalístico”.

O pior estava por vir: cinco minutos após a divulgação a informação foi corrigida, mas o estrago já tinha sido feito e já tinha repercussão até em Brasília no Congresso Nacional. A correção era de que as chamas tratavam-se de um incêndio em uma fábrica de colchões.

Fatos como estes trazem implicitamente sobre a importância e viabilidade do “furo”. Até que ponto vale um “furo”?

France-presse proíbe jornalistas de utilizar Wikipedia e Facebook como fontes

A agência de notícias AFP proibiu os seus jornalistas de usarem, como fontes de informação, a Wikipédia e o Facebook. A proibição começou devido ao incidente com Bilawal Bhutto em Oxford.
No começo do ano, o site de relacionamentos Facebook divulgou dois perfis fraudulentos de Bilawal Bhutto, filho da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, o que contribuiu para as restrições da agência francesa. Mas os casos sobre uso indevido da Wikipedia na mídia, ou manipulação de conteúdos sobre os mais variados temas no site, têm se repetido nos últimos tempos.

A atitude da agência acontece também depois do orgão britânico de regulação da imprensa, o Lord’s Committee on Media Ownership and the News ter questionado a credibilidade das fontes virtuais. Para o diretor dos jornalistas da France-presse em Londres, os trâmites da empresa são claros: os jornalistas que trabalham na agência, não podem retirar informação deste tipo de sites, tendo sempre que procurar fontes factuais. Só assim não será posta em xeque a qualidade da informação fornecida.

Uma realidade distante do Brasil










Apenas 20 milhões de brasileiros tem acesso à internet


Embora seja uma realidade distante da para a maioria dos brasileiros, estatísticas divulgadas em um relatório da pesquisa World Digital Media Trends mostraram esta semana no encontro anual de executivos de jornais na Suécia, o World Association of Newspaper, que a Internet teve expansão enquanto meio de comunicação em vários países e que jornais perderão posição nos próximos anos para a Internet, que será o principal meio de comunicação em 5 anos.

No Brasil apenas 20 milhões de pessoas tem acesso à Internet, o que vai de encontro com as estatísticas, já que ainda prossegue um número elevado de exclusão digital.

De acordo com o relatório, a publicidade na Internet alcançará com o uso da banda larga e da mobilidade, $150 bilhões em 2011, o que equivale a um crescimento de 12 vezes ao valor de 2002.

No encontro debateu-se também a necessidade dos meios de comunicação buscarem oportunidades na mídia digital, sem deixar de lado os veículos impressos, mas tendo cautela e se preparando para a nova realidade.

Do Fantástico para a China

DEFINITIVO: Pedro Bial está oficialmente fora do comando do Fantástico

No mês passado a rede Globo informou que Pedro Bial está oficialmente fora do comando do Fantástico. Depois de apresentar o Big Brother Brasil 8, o jornalista se afastou do trabalho para um período de férias. No entanto, quando seu descanso acabar ele não volta para o vídeo.

Segundo a emissora, Bial deverá voltar às telinhas apenas no segundo semestre, quando participará da cobertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, na China.

Notícia boa para Zeca Camargo, que assume o cargo de apresentador oficial do Fantástico, ao lado de Patrícia Poeta. A emissora carioca apostou no novo formato da atração, com jornalistas mais jovens à frente do jornalístico de domingo.

sábado, 7 de junho de 2008

Tecnologia a serviço da informação

No Líbano, o serviço de Internet móvel foi lançado no final de 2006 pela Cedarcom, provedora libanesa de telecomunicações, em parceria com a japonesa Kyocera. Para jornalistas, este modem móvel, conhecido como Mobi, veio em boa hora.

Até então, profissionais de imprensa eram obrigados a pagar caro por modems via satélite que cobrem regiões inteiras, como, por exemplo, o Oriente Médio e partes da África. Com o Mobi, a área de cobertura fica mais reduzida, mas o preço é mais em conta. Existem vários planos e os provedores no país oferecem facilidades no mesmo estilo das empresas de telefonia móvel no Brasil.


Há dois tipos de modem: via conexão USB ou via cartão PCMCIA, ambos custando em torno de US$ 200,00. Após adquirir o aparelho, o usuário pode comprar cartões pré-pagos que permitem usar o serviço por um mês. O preço básico custa US$ 50,00, possibilitando utilizar um total de 2.5 GB de troca de download/upload mensais - entre meia-noite e 8 horas é gratuito. Há também planos pós-pagos.


Correspondentes de todo o mundo no Líbano podem se beneficiar da mobilidade para cobrir eventos e enviar seu material no local. É a tecnologia cada vez mais a serviço da informação. E mais barata.

Blogs são permitidos nas Olimpíadas

O Comitê Olímpico Internacional (COI) permitiu que os atletas mantenham blogs durante as próximas Olimpíadas. Os atletas requisitaram a autorização para escreverem seus diários on-line durante os Jogos, mas o COI se preocupava com a possibilidade de essa atividade infringir acordos de proteção à propriedade intelectual e informações privativas.

O órgão disse que a manutenção de blogs seria permitida nas Olimpíadas de Pequim-2008 desde que os responsáveis pelos textos seguissem o formato ditado pelo COI, que vê os blogs como uma forma de manifestação da pessoa e não como uma forma de jornalismo. A exigência é que, quando pessoas envolvidas nos Jogos publicarem textos referentes às Olimpíadas, que esses textos limitem-se a suas experiências pessoais na competição.

Os bloggers dos Jogos de Pequim, que ocorrem entre os dias 8 e 24 de agosto, estão proibidos de divulgar material visual ou de áudio referentes ao evento esportivo ou de divulgar material confidencial relativo a terceiros. Os atletas e membros de delegações podem postar somente fotos tiradas fora das áreas reservadas. Dentro dessas áreas, somente serão permitidas fotos que não contenham qualquer imagem das competições.

Essa decisão tem como objetivo proteger as empresas que pagaram bilhões de dólares para ter o direito de transmitir os Jogos. Mas a idéia de uma narrativa mais pessoal das Olimpíadas, vista por quem vivencia os fatos, seria a "cereja no bolo" para uma cobertura cada vez mais moderna do evento esportivo mais importante do mundo.

Mercado aberto para estudantes

A cada momento surge um novo termo no mundo do jornalismo online. Se essas expressões não forem levadas tão a sério, suas utilizações podem ajudar a classificar novos campos e formas de se trabalhar. Um desses termos, que vem sendo muito utilizado por veículos de língua inglesa, é o "jornalismo semi-profissional".

A expressão diz respeito, entre outros, ao envolvimento e utilização de aspirantes a jornalistas -principalmente estudantes universitários - em projetos colaborativos ou coberturas jornalísticas. Tudo com a supervisão de jornalistas ou professores de jornalismo. O que pode parecer mão-de-obra barata ou coisa do tipo, é um estímulo a quem pretende levar a profissão a sério e está disposto a encarar desde cedo os desafios da profissão.

O novo termo pegou carona e ganhou força com a chamada Web 2.0, onde as pessoas e a proposta de participação estão em primeiro plano. Isso sem falar nos recursos que auxiliam na criação de redes de contatos e exploração da multimídia.
Toda essa esfera que vemos diariamente, construída a partir da troca de conhecimentos e da popularização de serviços como Flickr e YouTube, se espelha em projetos sérios de jornalismo online semi-profissional, em projetos sérios de cobertura, análise, reflexão e voz.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Tecnologia API começa a ser usada no jornalismo


O NYTimes.com, edição online do diário americano New York Times, planeja lançar uma API (Interface de Programação de Aplicativos ou, em inglês, Application Programming Interface) que permitirá aos usuários combinar dados e informações do veículo.

O objetivo é tornar o NYTimes.com programável e possibilitar que tudo que o veículo produza possa ser transformado em dados organizados. Além de notícias, a API permitirá a organização e combinação de outros conteúdos como resenhas de restaurantes, receitas culinárias e listas de eventos.

Se o sistema funcionar no maior jornal norte-americano, é provável que dentro de alguns anos os grandes veículos do Brasil utlizem o mesmo sistema. A possibilidade do usuário organizar a informação da forma que achar melhor deixa a navegação mais agradável. Se a tecnologia de programação API funcionar na web, será uma agradável possibilidade para os internautas no futuro.

Internet tem mais investimento que TV paga

O investimento publicitário em internet cresceu 36% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2007, chegando a R$ 134,3 milhões. Com isso, pela primeira vez, a internet recebeu mais recursos que a TV por assinatura no Brasil. As informações são do projeto Inter-Meios, que mede o faturamento dos veículos de comunicação.

Segundo uma reportagem da Folha de S.Paulo, a internet foi a mídia que mais cresceu, em termos percentuais, mas ainda tem uma participação pequena se comparada a outros meios. No total, durante o primeiro trimestre de 2008, a internet ficou 3,24% do "bolo" publicitário, contra 2,84% da televisão paga e 3,19% da mídia exterior.
De acordo com a publicação especializada "Meio & Mensagem", que faz o levantamento, esse índice era de 1,5% para a internet em 2003, quando o investimento em web começou a ser medido pela pesquisa.
Nos primeiros três meses deste ano, a mídia que mais recebeu investimento publicitário foi a televisão aberta, que ficou com 58% dos recursos - um total de R$ 2,39 bilhões -, seguida pelos jornais, que receberam R$ 777,9 milhões. De acordo com o Inter-Meios, as empresas utilizaram R$ 4,1 bilhões em publicidade entre janeiro e março, contra R$ 3,6 bilhões no mesmo período do ano passado.
Com o crescimento de usuários e agora também de investidores, o mercado da comunicação na internet tende a crescer. A tendência é que os veículos invistam cada vez mais em jornalismo, uma vez que as receitas vindas do investimento externo são maiores. É um mercado relativamente novo, mas que tem tudo para ser fonte de empregos para profissionais com o passar dos anos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Internet impulsiona Redação Integrada


Redação integrada: efeito da web

Em meio a expansão tecnológica e à constante atualização dos acontecimentos que ganham dimensões internacionais, os meios de comunicação, sempre preocupados com a velocidade em que a notícia chegará à sociedade e, principalmente com a concorrência, têm implantado nas redações jornalísticas, a redação integrada. Um ambiente em que rádio, TV e internet dividem um mesmo espaço para produção, apuração e veiculação de conteúdos jornalísticos.
À exemplo, a BBC News criou em 2006, uma redação onde jornalistas de rádio, internet e da BBC World News (TV) dividem o espaço e trabalham operações de notícias online em duas sessões. A primeira, trazendo notícias internacionais, junto com a equipe de TV e a segunda, produzindo boletins para rádio e TV. No mesmo ano, o diário britânico Daily Telegraph lançou sua redação multimídia.
Já no Brasil, ainda tímido neste segmento, O Estado de S. Paulo anunciou seu novo portal, também em 2006, e a reformulação da redação onde cada editoria contava com dois editores, um para o jornal e outro para o site, lançando o pojeto chamado "inédito no Brasil". Entretanto, o termo "pioneirismo" pode ser aplicado ao Grupo A Tarde, que começou o processo de integração em setembro de 2003 e, principalmente ao jornal A Gazeta Esportiva, que experimentou as virtudes e os problemas de uma integração entre outubro de 2000 e novembro de 2001.
Profissionais de mercado – jornalistas diretores de redação - acreditam que o surgimento ou a necessidade de criar as redações integradas vieram com o inevitável domínio da internet e à extinção dos jornais impressos. Segundo a "Newsroom Barometer", pesquisa realizada pela internet com diretores de jornais, organizada pelas empresas World Editors Forum, Zogby International e Reuters com a ajuda de entidades de jornalistas e editores como a Associação Interamericana de Imprensa e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), 44% dos profissionais entrevistados estimam que a internet será a plataforma de referência para as notícias no futuro.

Embora essa discussão sobre a inexistência dos jornais ainda permeie o universo da comunicação, a expansão do mercado de jornais, de 2000 à 2005, foi de 24.93% e no último ano, o Brasil perdeu somente para os países cuja economia ainda está em desenvolvimento, como a Malásia, o Quênia e a Líbia.
Ao passo que as redações integradas são consideradas o futuro do jornalismo, elas também são a única maneira de salvar o jornal impresso, uma vez que nos novos modelos de ambientes jornalísticos, a polivalência dos profissionais será, cada vez mais, imprescindível e fator decisivo na introdução do profissional no mercado de trabalho.
Não é dado mais ao jornalista escolher uma área e ser bom apenas no segmento escolhido, é preciso acompanhar além das novas técnicas do fazer jornalístico, a necessidade do mercado e das pessoas em querer não apenas ver o mundo, mas se sentir como parte integrante dele recebendo informação por todos os lados.

Tv online:A democratização de quando assistir

No computador ou celular transmissões online são sucesso


A internet é sem dúvida a revolução de todas as mídias, e hoje o que está em alta são as transmissões online. Democráticas e diretas,elas fazem sucesso pelos simples fato de você assistir somente o que lhe interessa, sem sem perturbado por intervalos publicitários por exemplo. Já existem pessoas que baniram de sua vida a tv convencional, por quê não se adequam a seus horários, então, deixam para assistir em momentos oportunos, selecionando somente o conteúdo desejado e adaptando à seus horários. Uma reportagem feita à pouco pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou que em sua maioria são jovens os que utilizam estes serviços.

Esta fórmula já está dando certo no Brasil e o número de tv's online cresce frenéticamente, desde as universitárias que são experimentais e servem para a prática dos alunos com a nova tecnologia, até as "experts" no assunto como a AllTV, que já foi ganhadora de um prêmio Esso em 2005, e também faturou uma boa colocação em um ranking da revista Info/Exame que listava os 250 sites mais importantes, dentre várias categorias.Com poucas ferramentas e sem necessidade de prática ou habilidade com o tema a notícia sempre é fresca, pois, com celulares que fotografam e filmam é possível que qualquer cidadão comum tenha seus momentos como jornalista, e com a tecnologia de transmissão digital tudo é feito muito rápido, proporcionando furos incríveis.
Entretanto,algumas universidades já de olho na expansão da área preparam cursos específicos para lidar com as mídias digitais.A Unesp, de Bauru é uma delas e só este ano arrebanhou quase trezentos alunos entre graduados e de nível médio para se preparar e preencher estas vagas e não permitir que fique apenas na mão de despreparados e sortudos.

Exemplo de rapidez é a linha You Tube de sites, onde assuntos dos mais variados são postados tão rápido quanto eles acontecem ou são exibidos em um programa de tv comum, alguns cansados de travar esta batalha desonesta preferem colaborar e disponibilizam seus programas na internet.
O jornalístico-humorístico "CQC",transmitido pela TV Band faz parte desta turma, seus quadros pertencem ao vídeos mais acessados do You Tube,e também podem ser vistos em seu próprio site.

Experiências assim são incentivadas como já declarou em um artigo o jornalista Antonio Brasil ao site Comunique-se. Brasil,disse o quão fácil é fazer notícia, e sobre os variados temas que podem ser aborados,o importante é o discernimento de quem o fará, pois, a criatividade sempre será bem-vinda.A internet é um meio que tem público para todos os assuntos,e a TV Online veio para complementar isto tudo,é uma tecnologia recente e ainda é passível de muitos erros, mas tem um grande potencial e aguarda apenas por mentes criativas e pessoas interessadas em qualidade e agilidade da notícia.

Carolina Veronez

Jornalismo de games é sério?

Linguagem coloquial e muita diversão: jornalismo de games é sério?
Há anos o video-game deixou de ser considerado brinquedo para crianças. Com o passar dos anos - e a evolução cada vez mais veloz da tecnologia - esse tipo de diversão atraiu a atenção de jovens e adultos. Uma pesquisa feita pela Consumer Games Eletronics mostra que um terço dos jogadores de games são adultos. O estudo revela ainda que os jogadores com idades entre 25 e 34 anos passam cerca de 10 horas por semana em frente de seu PC ou console doméstico.
Com o crescimento do mercado de games, surge também o interesse em expandir a comunicação entre os admiradores desse segmento. É aí que surge o "jornalismo de games". Publicações, como a EGM Brasil e Nintendo world, foram criadas para abastecer de informações os amantes do jogos eletrônicos. Segundo um artigo assinado pela jornalista Bruna Torres, a denominação "novo jornalismo de games" surgiu em meados de 2007, quando revistas norte-americanas passaram a mostrar um lado mais passional em suas matérias.
Para o editor da revista EGM Brasil, a mais vendida no país, Pablo Miyazawa, os jornalistas procuraram se adaptar ao público-alvo, sem se preocupar com a faixa etária, mas sim com o interesse. Para isso, a linguagem coloquial e direta, mais próxima com o leitor, passou a ser utilizada. Outra meio muito procurado pelos "gamemaníacos" são os blogs na internet. Para Rodrigo Flausino, a divulgação gratuita de games pela internet, feita por quem realmente entende do assunto - os jogadores - e a troca de informações e opiniões pela internet é mais válida do que o "jornalismo oficial" das revistas.
O jornalismo de games pode ser considerado sério? Por um lado tem-se jornalistas formados, profissionais capacitados que trabalham em publicações oficiais, escrevendo e informando os mais interessados em uma quantidade de informação cada vez maior: os consumidores de jogos eletrônicos. Por outro lado, tem-se um meio que se combina com a modernidade dos jogos eletrônicos e a expansão do desenvolvimento tecnológico: os blogs e a internet. Por meio deles, os próprios jogadores trocam informações e opinões que pagariam para ler em revistas, muitas vezes que vão de encontro com a sua maneira de pensar.
É claro que não se pode menosprezar o trabalho de profissionais capacitados e competentes. O jornalismo de games é, sim, um trabalho jornalístico sério, que também - assim como outras editorias - exige apuração e dedicação. Mas assim como os consoles mais antigos, a tendência das revistas de games e o "jornalismo oficial" é ser engolido pelas novas tecnologias. Os blogs mostram não apenas a linguagem de quem compra o produto, mas também é produzido por quem move o mercado. O jornalismo de games é sério. Mas ameaçado de extinção.
Postado por Sergio Colacino - RGM 31399

Jornalismo Livre – Uma nova proposta


No Jornalismo de web atual todos tem acesso e poder de alteração a todo conteúdo produzido em qualquer lugar do planeta



Utilizado pela primeira vez em 1999 na revista eletrônica Salon, o Open-Source Journalism, ou jornalismo de código aberto era título de uma matéria que comentava uma inovadora iniciativa da Jane's Intelligence Review , uma publicação norte-americana especializada em assuntos de segurança internacional. O editor do site, antes de publicar um artigo sobre o cyber-terrorismo, submeteu o artigo para a avaliação dos seus leitores. E a surpresa foi que além de apontar erros cruciais no artigo, os leitores desqualificaram totalmente o texto. O editor então resolveu escrever outro artigo com bases em informações obtidas na sua avaliação.

A idéia principal do Jornalismo de Código Aberto é que os leitores tenham colaboração total, sobre o conteúdo das matérias e artigos é publicado na internet e quebra totalmente com a idéia de que o jornalista entende totalmente sobre o que escreve. No jornalismo open source, o leitor tem uma parcela importante na construção do texto jornalístico.

Ana Maria Brambilla, mestre em comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professora da Faculdade Sul Brasil, em sua pesquisa sobre a interação no jornalismo online e a reconfiguração do jornalista no cenário digital, mostra como o jornalista se adapta a essa nova tendência de jornalismo, e a relação entre emissor e receptor. Segundo Ana Maria, a integração do emissor e receptor na figura do interagente permite que cada pessoa seja um nó simultâneo de criação, assimilação e reconstrução da mensagem midiática, desenhando um movimento de relações e trocas que se assemelha a uma espiral. Tal dinâmica, de viés explicitamente complexo, conduz a uma incessante complementaridade graças às ferramentas de incentivo à interação, que possibilitam a participação ativa de qualquer internauta na produção de mensagens.

Nicholas Carr, foi um dos primeiros jornalista a discutir as vantagens e as desvantagens dessa nova forma de comunicação. Em seu artigo “Open source's other advantage”, Nicholas faz quesão de frisar que é a favor do Jornalismo de código aberto, mas também alerta para o perigo de se acreditar em tudo o que se escreve na grande rede.

Um dos grandes perigos para as informações contidas no jornalismo Open Source é a falta de credibilidade. Os defensores dizem que continuam a fazer jornalismo com objetividade e clareza. Beth Saad, professora da Escola de Comunicação e Artes da USP, questiona as verdades divulgadas nesse tipo de informação. “Os jornalistas que praticam o Open Source, dizem que só publicam a verdade, mas que verdade?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A atração do jornalismo de games



Atualmente quase tudo pode ser transformado em games como a invasão de aliens que passa no jogo Gears of War. O trabalho do jornalista de games é mander o leitor atualizado sobre esse universo

O jornalismo de jogos eletrônicos, os games, vem ganhando certo espaço, principalmente entre jovens que ainda não são formados, mas possuem conhecimento na área dos jogos. Apesar de ser necessário cursar jornalismo em uma universidade, ter conhecimento na área é de extrema importância. Para ter uma idéia de como essas pessoas começam nessa área, o site Jornalismo de Games Futuro sempre publica uma série de entrevistas, a última, com data de 13 de abril de 2007, com Douglas Pereira, onde ele conta como começou. No final da entrevista ele diz que “o texto não pode ser unicamente informativo, mas tem que divertir o leito”.
Ao que tudo indica, as revista de games não estão acabando, mas para aqueles que querem informação a todo o momento devem procurá-las no meio online. Ao digitar games no site de busca Google encontra-se uma infinidade de páginas com informações e jogos online, onde os chamados Gamers, encontram dicas, e muitos outros recursos para seus consoles, além de ter a possibilidade de jogar alguns jogos na rede.
O termo jornalismo de games foi usado pela primeira vez, segundo Bruna Torres, no texto "Jornalismo de Games é sério" do site Game Cultura em abril de 2006 em matéria publicada no jornal The New York Times, que falava do Novo Jornalismo de Games. No texto há o depoimento do editor da revista de games mais vendida no país, a EGM, Pablo Miyazawa, que diz “Hoje estimulo os meus repórteres a colocarem o lado pessoal nas matérias, além da investigação”.
Ainda no texto de Bruna Torres, o editor do site UOL jogos, Théo Azevedo, diz que existe uma grande dificuldade de trazer jornalistas antigos para esse tipo de trabalho. A dificuldade que Azevedo se refere é a de adaptá-los a linguagem usada nessas revistas, já que as matérias são escritas mais coloquialmente, ou seja, em uma linguagem menos formal, já que é escrito para um publico jovem.
Esse tipo de trabalho vem crescendo ultimamente e está sendo feito por pessoas de 18 a 38 anos, muitas vezes não formadas, mas que jogam ou jogaram videogames na infância. Os jovens jornalistas de games não devem se iludia achando que trabalhando com games vão ter mais tempo para jogá-los. “Jogar profissionalmente é diferente de jogar por prazer”, afirma Théo Azevedo. É diferente o trabalho dos “detonadores”, pessoas que são pagas para jogar somente um jogo e fazer uma analise completa dele, camada de “detonado”. O jornalista de games, assim como um jornalista tradicional tem de procurar pautas e escrever. Deve jogar, mas nem sempre por prazer. No texto publicado no site Agenda Universia apresenta no curso de Comunicação Social da FEEVALE uma oficina chamada "Jornalismo de Games e Second Life: um Mercado em Expansão" que tem o objetivo de mostrar a expanção desse mercado.