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domingo, 8 de junho de 2008

A importância do 'furo' jornalístico

No ambiente redação de um veículo de comunicação todo repórter está suscetível a cometer erros (barriga) que inclui assassinatos, derrubar aviões, enterrar pessoas, principalmente em se tratando de furos jornalísticos.

Dar primeiro sempre é o objetivo em se tratando de informação, porque quem informa primeiro leva sempre o crédito da exclusividade. Na atualidade, onde a velocidade de produção jornalística é cada vez maior a dificuldade de manter padrão mínimo de apuração em compasso com a velocidade. O furo é como um combustível, principalmente em uma época em que a maioria dos meios mantém conteúdos quase sempre parecidos.

Se por um lado o furo pode levar para perigosos caminhos como dar “barriga”, por outro é positivo, desde que seguida de perfeita apuração, pois passa um perfil engajado em investigar, descortinar, encontrar respostas, revelar algo que ainda não se sabe. O furo jornalístico revela-se é emocionante em algumas circunstâncias. Mas por outro lado, um ponto negativo é a postura insana em busca de um furo que cega a milhares de jornalistas.

O que era para ser uma ação sadia torna-se uma competição desenfreada e maléfica à profissão, que também afeta a princípios básicos como a apuração, a base do jornalismo, antes de redigir.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Fim do Jornalismo Impresso?


A crise da mídia impressa é um assunto que está em pauta na maior parte das discussões que envolve o jornalismo moderno. Existem os mais catastróficos, que vêem um fim próximo para os jornais impressos e existem também aqueles que acreditam que há uma saída para o jornalismo que há tanto tempo tem lugar entre os meios de comunicação em todo o mundo.
Para o ex-diretor executivo do News and Observer, Frank M. Daniels III, os jornais impressos irão desaparecer nos próximos 15 anos, devidos as grandes vantagens das publicações eletrônicas na Web. Segundo ele, os jornais digitais são mais interativos que os correspondentes impressos, o custo de produção e distribuição são menores, os artigos e reportagens podem ser complementados com informações adicionais e as notícias também podem ser atualizadas varias vezes ao longo do dia.
Já para a jornalista e apresentadora do programa “Imprensa na Tv” exibido pela All TV, Sabrina Righetti, não há possibilidades do desaparecimento do jornal em papel. A apresentadora afirma que o jornalismo impresso precisa apenas se redefinir, ou seja, encontrar um papel mais investigativo e, talvez, até mais literário, assim como o jornal The New York Times. Isso porque, a internet passou a cumprir o papel do furo jornalístico, através dos blogs com informações cada vez mais ágeis e imediatas.
Recentemente a estudiosa Domica Mesing, realizou uma pesquisa, na qual perguntou a diversos jornalistas se realmente as publicações eletrônicas se sobressaem aos meios impressos. Apenas um terço respondeu que o serviço online aumentou o interesse dos leitos por seu produto em papel. Já 46% acredita que não houve impacto sobre as versões impressas, enquanto 14 % considera cedo demais para responder e, apenas 2 % disseram que o serviço causou essa queda de interesse pelo jornal impresso.Ao que tudo indica, os jornais imprssos não vão desaparecer, já que pode se viver sem nenhum problema com as suas versões digitais, através de uma relação de parceria onde um pode auxiliar o outro.