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terça-feira, 8 de abril de 2008

Sensacionalismo: a exploração da mídia

Sensacionalismo é geralmente o nome dado a um tipo de postura editorial adotada regular ou esporadicamente por determinados meios de comunicação, que se caracteriza pelo exagero, pelo apelo emotivo e pelo uso de imagens fortes na cobertura de um fato jornalístico. (Definição da Wikipedia).
No momento ao lermos essa definição, logo pensamos no caso da garotinha Isabella que foi supostamente jogada do prédio onde seu pai e também suspeito mora. A mídia acompanha esse caso passo a passo, cada descoberta ou evidencias são noticiadas, nada fora do comum, senão fosse o verdadeiro espetáculo que a mídia está fazendo.
Compreendo que um crime desse tipo provoca indignação e comoção nacional, mas o que ocorre na verdade é um sensacionalismo, que se aproveita da desgraça e da revolta das pessoas. Informar é necessário e cobrar das autoridades justiça é um dos deveres do jornalismo, é uma prestação de serviço, mas agora repetir a mesma notícia, três à cinco vezes tendo como pano de fundo apenas a delegacia no qual o caso é investigado é demais, sem contar as imagens e fotos que tem como objetivo emocionar o telespectador. Isso ocorre em todos os jornais de quase todas as emissoras, que se propõe a ficar transmitindo cerca de meia hora alguma nova descoberta do crime.
As revistas e os jornais também entraram na onda de explorar o caso Isabella, não precisamos ler para saber quais são as manchetes.

domingo, 16 de março de 2008

Jornalistas serão Deus?


(22h58)
E está correndo o período de 180 dias em que o Superior Tribunal Federal (STF) determinou para que a Lei de Imprensa seja analisada e, se assim decidido, revisada. Em fevereiro, 20 dos 77 artigos da lei 5.250, sancionada em 1967 foram suspensos, bem como as ações judiciais que usavam-os como base, no entanto, ainda deve-se aguardar uma mudança oficial na Lei para tirar conclusões.

Neste meio tempo, surgem muitas dúvidas. Nunca se houve tantas ações movidas pelo determinado assunto, para o mesmo meio de comunicação. Nunca houve tanta pressão, tanto tráfico de influência, tanto oportunismo com a fé das pessoas. No entanto, à exceção do caso, os profissionais da imprensa nunca deram tanta mancada, foram antiéticos e sensacionalistas como hoje. Pode-se enumerar casos e casos, no qual contribuíram para a destruição da moral de pessoas, entidades, órgãos de classe, enfim. Qual indenização reconstrói a moral?

Entre os artigos a serem revistos estão os que prevêm penas mais altas à jornalistas em crimes de injúria, calúnia e difamação. É de se considerar que a Lei de Imprensa foi redigida na época da ditadura, no entanto, é extremamente relevante que uma calúnia divulgada por um meio de comunicação cause um estrago muito maior do que uma pessoa acusar outra.

O que se percebe é que, cada vez mais, as asas dos jornalistas ganham poderes e, cada vez mais, são encontradas pessoas despreparadas e mal intensionadas atuando numa área tão séria quanto a medicina. Isso tudo é extremamente preocupante quando se observa o fato de que o ferimento da moral dói e demora para curar assim como um câncer. E que, em alguns casos, nunca cura, sendo obrigado a levar para o caixão uma honra manchada.