terça-feira, 10 de maio de 2011

Comunidade Emaús

Discípulos de Emaús reconheceram Jesus ao partir o pão




Francine Bezerra


O segmento escolhido para o meu projeto Vôo Solo da Universidade de Mogi das Cruzes foi o de livro reportagem retrato, descrição de literatura apresentada no livro de Edvaldo Pereira Lima, na obra Páginas Ampliadas. O tema do projeto será a Comunidade Católica de Vida e Aliança Emaús, de Suzano. O projeto visa criar um retrato dessa Comunidade e atender a necessidade das pessoas envolvidas, voluntários e a Paróquia, de saber um pouco mais da obra da Comunidade, de sua trajetória e das perspectivas para o futuro. Atende a demanda comunitária em um aspecto regional.

Podemos fazer um paralelo com as seguintes obras acadêmicas com teor religioso: “Há Fé na Terra da Razão” possui um relatório que descreve o conteúdo do livro reportagem sobre o Projeto Universidades Renovadas que trata do processo da Renovação Carismática Católica inserida nas Universidades. No relatório do livro reportagem "Peregrinos: Entre a cruz a o milagre” descreve a obra como “de clara importância dentro do estudo dos fenômenos de manifestação religiosa que se apresentam no Piauí, sendo Santa Cruz dos Milagres o mais importante e visitado ponto de turismo religioso do Estado." O vídeo Institucional sobre a Comunidade Católica Canção Nova, tem como proposta a mesma que a do Vôo Solo, retrata o objeto de estudo só que no formato audiovisual.

Há também dois sites dedicados ao mundo católico mas com características diferentes .O site Catolicismo deriva da revista de mesmo nome que já existe há meio século e tem a proposta de levar o que acontece na Igreja pelo mundo afora para atualizar os fiéis. O outro site, Católicos, nasceu como site mesmo e deve ser por isso que é mais interativo.

"Há Fé na Terra da Razão” mescla a linguagem científica com a linguagem informal. O trabalho tem a proposta de ser um tipo de jornalismo participativo porque em muitas passagens há o uso da primeira pessoa do singular. "Peregrinos: Entre a cruz a o milagre” apresenta um caráter mais acadêmico e sem participação ativa do repórter no fato. Nos sites percebe-se a diferença de que no Catolicismo há uma proposta mais "engessada" que deve seguir o padrão da revista que dá nome ao endereço eletrônico. Na página da web de Católicos interessante observar que eles adquiriram um endereço eletrônico relevante de católicos.com.br.

O relatório de "Há Fé na Terra da Razão”, não segue à risca os métodos da ABNT. Porém há uma rica bibliografia com 16 referências. Em "Peregrinos: Entre a cruz a o milagre”, há uma maior neutralidade jornalística, característica importante para trabalhar com o livro reportagem retrato. No site Catolicismo há uma grande abrangência do mundo católico mas de uma perspectiva jornalística. Na página de Católicos, porém, há uma maior interatividade e criatividade para trabalhar com esse mundo religioso. Há a possibilidade de se acender uma vela virtual. A perspectiva é de que se busque essa criatividade no projeto Voo Solo também. O vídeo Institucional ajuda a compreender o processo de se retratar uma Comunidade, o que se busca nesse projeto através do livro reportagem.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Jornalismo ativista e a greve de Suzano


Em meados de abril de 2010, como nunca na história da cidade, Suzano vivenciou uma greve que durou mais de uma semana. Cerca de 70% dos servidores (saúde, manutenção e principalmente educação) aderiram à greve que paralisou, por vários dias, as ruas do centro.
Descontentes com a postura da prefeitura acerca do Plano de Carreira e Estatutos, não restava alternativa senão a greve.
Confiram o vídeo (feito com poucos recursos) produzido por quem vivenciou esses intensos dias:

http://vimeo.com/11698702

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jornalistas sem diploma, mas cidadãos (!?)

Thanks!:: Ministro Gilmar Mendes, relator do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo



Até que ponto o fim da obrigatoriedade do diploma vai ajudar a sociedade e o cidadão!? Esta é uma pergunta que não vai se calar enquanto não ocorrer a devida associação da justificativa do fim da obrigatoriedade do diploma do jornalista, em nome da liberdade de expressão, portanto da possibilidade do cidadão também ser jornalista.

Na realidade, essa medida, assim como o fim da lei de imprensa —para quem conhece a importância dos jornalistas— só foram historicamente prorrogadas, assim como as conquistas dessa categoria foram boicotadas por vários governos, desde Getúlio, passando pelo regime militar e mesmo na dita democracia contemporânea. É que em nome da justiça forjam-se vários pareceres, mediante a interpretação e o contexto no qual os doutores da lei buscam embasamento.

Mas a vida não pára! O cenário que se deve vislumbrar agora é a possibilidade do cidadão tornar-se jornalista tal como foi alegado. A grande imprensa, na figura do empresariado, não só conseguiu aquilo que mais almejava: poder contratar o profissional que desejar, para fazer a atividade jornalística. Mas além disso também criou, por direito, a possibilidade de inserir em seu manual ou contrato de admissão a figura do jornalista-cidadão, atividade que por sinal parecia atrapalhar o sono e os sonhos destes administradores, quando apenas considerada uma prática open source desconectada do processo de elaboração de notícias. Notadamente, o termo open source não pode ser confundido com outras possibilidades sociais de lidar com a informação.

Ao que tudo indica, daqui a alguns dias, semanas ou meses, todos os brasileiros poderão ver nas páginas dos jornais, nas emissoras de rádio e televisão, sobretudo nos sites e portais de web um provável convite para que "todos, indistintamente", preencham um formulário (papel ou digital) para poderem enviar matérias, entrevistas, resenhas, comentários, análises, artigos, entre outros gêneros deste ofício. Um detalhe: caso os empresários não saibam, talvez valesse a pena "estudar" a contribuição de Ana Maria Brambila, que em sua dissertação experimentou o protocolo de colaborador do pioneiro deste jornalismo colaborativo, no caso o Ohmynews, que pode ser acessado aqui.

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►Veja também outras matérias sobre o fim do jornalismo em◄

Observatório da Imprensa

Ultimo segundo

Folha Online

Íntegra do Relatório de Gilmar Mendes



domingo, 26 de abril de 2009

Literatura sobre a morte !?

Visual de morta, em Dead Kinda

A visão da morte "evoluiu" bastante, mas na contemporaneidade este fenômeno ainda é rejeitado e envolto em muito preconceito. As culturas dão conta disso a seu modo. Mas pode ser entendido o ato de se escrever sobre a morte, a ponto disso virar literatura!?...
... Pois é isso que faz Naomi,que se ocupa disso a maior parte de seu tempo, em texto seco e direto! Ela faz isso para tornar a vida um pouco mais interessante.Ela dedica isso em uma edição especial de Openzone, denominada Dead Kinda, no gênero Squiggly Fiction. 
Dia desses, uma estudante de jornalismo pensou em escrever sobre a morte na contemporaneidade, mas mudou de idéia: uma pena, pois ainda há muito o que se dizer sobre isso, sem que se caia na mesmice dos dogmas e da bizarrices da espetacularização. 
Será que uma banca de avaliação acadêmica valorizaria tamanha audácia!? Alguém aí tem medo da morte!?
 

terça-feira, 21 de abril de 2009

Idéias nascem de rabiscos



Processo criativo de uma câmera

Bastante interessante este vídeo no qual se valoriza o consumidor a ponto de deixá-lo criar ao seu modo a tecnologia desejada para fotografar. As melhorias surgem mediante as necessidades e poderiam ser infinitas, mas sempre há um momento em que o suporte não comporta as idéias.
Isso faz pensar que os suportes são limitados e que muitas idéias são contidas na mente do criador. Ao que tudo indica, o criador acaba restringindo sua criatividade na medida em que se coloca em relação ao contexto em que vai atuar e em relação a quem vai utilizar.
O pensamento é plástico e não há suporte que o contenha em sua plenitude. Portanto, a tecnologia existente é ainda a possível de ser adotada pelos que ainda não conhecem a tecnologia. Quem efetivamente a conhece e sabe o que pode fazer, ou fica angustiado ou cria para si mesmo. Em que instância poder-se-ia encaixar o design deste vídeo!? : criador ou usuário satisfeito com suas necessidades?